sexta-feira, 27 de março de 2015

Conhecendo os Vinhedos: Nova Zelândia


Observando o Mapa Mundi, do lado esquerdo, bem lá em baixo, fica a Nova Zelândia. Região produtora mais isolada do planeta a cerca de 1600 km distante da Austrália. O país é composto por ilhas, e como diria Humberto Gehringer: “Há milhas e milhas de qualquer lugar”. E não é só distante, é incomum!
As primeiras vinhas foram plantadas por volta de 1819, pelo reverendo Samuel Marsden, missionário inglês, porém o primeiro vinho só foi produzido 20 anos depois, por James Busby. Contudo, foi na década de 60 que, de fato, ocorreu o nascimento da indústria vitivinícola neozelandesa com a chegada das empresas internacionais que aos poucos se estabeleceram nas regiões mais quentes, onde o amadurecimento das uvas é garantido.  Sua história vitivinícola é recente, nos anos 80 seus vinhos produzidos com as uvas  Sauvignon Blanc e Chardonnay começaram a ganhar fama internacional, destacando o país no cenário mundial do vinho.
A Nova Zelândia é dividida em duas ilhas, Norte e Sul, cujos vinhedos ficam entre os paralelos 35° e 46° latitude sul, correspondente às condições físicas e climáticas do Velho Mundo, não fosse a falta de massa continental, responsável pela queda considerável da temperatura. Uma das causas da singularidade do terroir neozelandês.
Ao todo, somam-se dez regiões produtoras de vinho, distribuídas pelas duas ilhas:
ILHA NORTE
Northland: O clima é mais quente, portanto onde reina a tinta Cabernet Sauvignon. Além dela, Merlot e Chardonnay também se adaptaram perfeitamente ao clima e ao solo argiloso e vulcânico da região.
Auckland: Henderson, Kumeu e Huapai, são suas principais sub-regiões. Aqui, cultiva-se Cabernet Sauvignon, Merlot, Chardonnay, Sauvignon Blanc e a Sémillon.
Waikato e Baía de Plenty: Aqui os merecedores de destaque são os brancos à base de Chardonnay e Sauvignon Blanc e tintos elaborados com Cabernet Sauvignon.
Gisborne: Situada no extremo leste da ilha, é o vinhedo mais oriental do planeta. Vinhedos geralmente plantados em planícies com solos de calcário-argiloso e vulcânico. A região é grande produtora de uvas brancas como a Chardonnay.
Hawkes Bay: Uma das maiores e mais antigas regiões do país, possui  enorme variedade de solo. A maioria das vinícolas fica no sul, perto de Hastings, onde há o famoso cascalho de Gimblett Road. Essa área quente produz algumas variedades de uvas que compõem o tradicional corte bordalês cujos blends são comparáveis a muitos dos melhor tintos de Bordeaux.
Wellington: Este é o melhor lugar do país para o cultivo de Pinot Noir, mas a Sauvignon Blanc e Chardonnay se destacam em termos de qualidade.
ILHA SUL
Nelson: Apesar de quente e ensolarada, a região sofre ameaça de chuvas fortes no Outono, que transformam o amadurecimento em algo quase impossível. As uvas cultivadas são: Chardonnay, Sauvignon Blanc, Riesling e Pinot Noir que ocupam quase toda a área plantada.
Marlboroug: Dona de praticamente metade dos vinhedos da Nova Zelândia, goza de excelente condições climáticas para o cultivo de uvas. É a principal região produtora de espumantes elaborados a partir de Chardonnay e Pinot Noir. Os vinhos de Sauvignon  Blanc são fantásticos, de grande riqueza aromática e frescor surpreendente.
Canterbury: Os primeiros vinhedos foram plantados aqui na década de 70.Verões longos e secos e invernos rigorosos marcam o clima da região. As uvas mais plantadas são: Chardonnay, Pinot Noir, Riesling e Sauvignon Blanc.
Central Otago: Está abaixo do paralelo 45°, tem clima invernal, fica na área dos Alpes protegida das chuvas, onde as uvas tendem a ser plantadas nas encostas para aumentar a incidência de sol e escapar às geadas. A reputação de Otago deve-se, sobretudo, à Pinot Noir.
Agora que você já sabe o que beber na Nova Zelândia é só preparar o passaporte e escolher o que fazer por lá!
Boa Viagem!

quinta-feira, 26 de março de 2015

Vinho Tinto Autraliano pelas Mãos de Ben Glaetzer


“Quem está por trás de um dos meus vinhos favoritos é Ben Glaetzer. Este enólogo tem um talento requintado para vinificar e transformar uvas em vinhos fabulosos!” Robert Parker.
Nós concordamos! Bem Glaetzer é, sem dúvida, um dos gigantes da enologia mundial, referência quando o assunto é vinho australiano. Foi justamente por partilhar desta opinião que elegemos Heartland como uma das nossas vinícolas de destaque. Gleatzer é, além de proprietário da vinícola, o enólogo responsável por gerar vinhos de qualidade excepcional e estilo inesquecível, do vinho de entrada ao ícone da vinícola.

Heartland Cabernet Sauvignon 2010

A Austrália é a menina dos olhos do Novo Mundo. E não é para menos, seus vinhos são atraentes e cativantes, conquistam desde o primeiro gole. Heartland Cabernet Sauvignon 2010 é um representante legítimo de sua pátria, sua coloração é de um vermelho intenso, sedutor. O aroma é profundo e exala nuances de cardamomo, madeira, tabaco e frutas negras maduras. Tem sabor condimentado, sedoso e marcante.

Heartland Shiraz 2010

Ela é de origem francesa, mas é na Austrália que brilha absoluta sem holofotes. Shiraz é o nome dela, e para que entenda melhor o quê que ela tem a mais, é só imaginar um doce apimentado. Ela é assim, mescla pimenta e fruta, é fresca e volumosa, difícil não se apaixonar. Heartland Shiraz é exatamente assim, apaixonante!

quarta-feira, 25 de março de 2015

Destino: Verona, a terra de Romeu e Julieta


Foi na província de Verona, Itália, que Romeu e Julieta viveram a história de amor mais marcante do mundo.  Este clássico da literatura, contada por Willian Shakespeare apaixona, há séculos, gerações de leitores por todo o planeta. A cidade é um dos caminhos certos para quem visita a Itália não só pela atmosfera romântica que a circunda, como também para quem está em busca de histórias, comida e vinhos. E se você está atrás disso, ótimo. Temos boas dicas para te dar!
Para se ter uma ideia, mais de 60 milhões de pessoas visitam o Vêneto anualmente, sendo o primeiro destino turístico, e também a maior exportadora de vinhos de todo o país. Tão sedutor quanto o drama romântico de Romeu e Julieta, são os exemplares produzidos nesta terra, aqui nascem os famosos Prosecco, Valpolicella, Amarone e Recioto, com toda certeza você tomará vinho no café da manhã, no almoço e no jantar.
A melhor opção de hospedagem são os Agriturismos, pequenos hotéis econômicos e descontraídos, uma excelente maneira de vivenciar a realidade local de forma simples e educativa. Além disso, você provará os vinhos e as comidas mais típicas da região.
Em Vicenza, a Villa Feriani acomoda até doze pessoas. Cada casa tem cozinha, banheiro, ar condicionado, televisão e internet.
Em Verona, o Sommavalle  fica há apenas 5 minutos de carro do centro histórico da cidade, localizada em uma colina com vista para Torricelle, um lugar lindo que remonta ao passado.
Em Valpolicella, a família Tedeschi que atua há quatro séculos na região, recebe visitantes em sua vinícola. Porém, é necessário agendamento prévio. A propriedade é conhecida por seus vinhos profundos, atraentes e inesquecíveis.
Gostou? Então nos conte sobre suas experiências enogastronômicas e fique ligado nos próximos destinos.
Buon viaggio e salute!

terça-feira, 24 de março de 2015

Vinho Doce, a porta de entrada para o Mundo dos Vinhos

                              

Doce é bom de todos os jeitos, até verbalizar a palavra é gostoso, enche a boca d’água. Quem nunca tomou vinho doce, aqueles de garrafão, que atire a primeira pedra… eles são o início de um grande romance.

Para que entenda melhor, existe uma grande diferença entre os vinhos doces de qualidade e aqueles que tomávamos antes de ouvir falar em “taninos”, a começar pela matéria prima. Duas das principais famílias de uvas utilizadas para vinificação, ou seja, transformar uvas em vinho, são Vitis Labrusca e Vitis Vinífera. A primeira tem origem americana, são aquelas uvas de mesa que compramos na feira e no supermercado, ótimas para consumo in natura, mas que também são utilizadas na elaboração de vinhos de garrafão. Por não terem a estrutura ideal para vinificar, o suco extraído geralmente é manipulado, uma das intervenções realizadas é a adição de açúcar (chaptalização) para conversão do álcool. Mas elas também exercem um papel muito importante na elaboração dos vinhos finos, por serem resistentes à pragas, são enxertadas às plantas Vitis Vinífera e servem, assim, como condutoras de seiva.
Para nossa alegria, existem vários tipos de vinhos doces de excelente qualidade e estilos diferentes. Conheça alguns:

Colheita Tardia ou Late Harvest-  as uvas utilizadas na produção deste vinho permanecem no pé após o ciclo natural de maturação, onde perdem líquido e concentram açúcar e acidez. Podem ser brancos ou tintos, sua principal característica é a relação de equilíbrio entre doçura e frescor. Os exemplares brancos são ótimas opções como aperitivo e para acompanhar queijos azuis e de massa mole,oleaginosas e pudim de leite.


Fortificados: sabe-se que o vinho é resultado do processo natural de fermentação da uva. Estre processo inicia-se com o rompimento da casca da fruta, onde as leveduras existentes nela passam a consumir o açúcar transformando-o em álcool e gás carbônico. Para a elaboração dos fortificados doces, este processo é interrompido com a adição de álcool vínico, onde o mosto (suco) atinge um determinado grau alcoólico mantando as leveduras e, assim, restando açúcar natural residual. Os fortificados podem ser: Porto (Portugal), Madeira (Portugal), Moscatel de Setúbal (Portugal), Banyuls (França), Jerez PX, Oloroso, Pale Cream (Espanha), Marsala (Itália). Experimente acompanhá-los com torta de nozes pecam.

 

Botritizados: O nome não é bonito, mas os vinhos botritizados (atacados pela podridão nobre), são os doces mais requintados, elegantes e incomuns de todo o planeta. Eles são produzidos a partir de um fenômeno natural, onde um fungo chamadoBotrytis Cinerea, que se desenvolve em ambientes úmidos e ensolarados (muito comum em Sauternes, França) perfura os bagos mantendo a polpa intacta, reduzindo a água contida nas uvas, aumentando os níveis de acidez, açúcar, viscosidade e sabor. Acompanham perfeitamente crème brûlée, foie gras, queijos de sabor intenso.


Espumantes Demi-Sec, Moscatel e Doux: Os espumantes demi-sec contém de 33 a 50 g de açúcar/L, enquanto os douxs possuem mais de 50g de açúcar/L. Ambos apresentam características frutadas, nuances amendoadas e florais. Perfeitos para festas, como aperitivo, acompanhando salgadinhos, canapés, saladas, bolo, frutas assadas, merengue e mousses.

 

Ice Wine: São produzidos a partir de uvas sobre maduras e congeladas ainda no pé. Estes vinhos são raros, elaborados em quantidades limitadíssimas e somente em regiões muito frias. Geralmente são caros, mas a experiência de provar um néctar desses é inesquecível.  Devem ser apreciados como aperitivo ou como sobremesa.


Delicie-se!