domingo, 10 de maio de 2015

2 dicas para resfriar a bebida rapidamente

Não deu tempo de se programar e colocar o vinho para gelar antes da hora? Não se preocupe. O Sommelier Grand Cru ensina um macete para resfriá-lo a tempo do seu brinde!


1) Baldinho com gelo e água

Eis o método mais eficiente para se resfriar um vinho. E é bastante simples: basta um balde, gelo e um pouco de água. Por balde, subentende-se qualquer pote que acomode bem uma garrafa de vinho (ou quantas forem necessárias!) – valendo de copo de liquidificador até pia, tanque e banheira.
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Coloque o vinho na vertical dentro do recipiente, cubra-o de gelo e, em seguida, coloque um pouco de água. Para que o processo fique ainda mais rápido e efetivo, coloque de álcool e de sal grosso na água, misturando antes de despejar no balde. Lembre-se de virar o vinho dos dois lados na metade do tempo indicado.

Tempo para resfriar: 10 minutos para os brancos e espumantes e 2 minutos para os tintos

2) No refrigerador

Pode não ser o método mais seguro, mas é o “freezer” é um bom lugar para ajudar a gelar um vinho (ainda mais quando você não tem gelo pronto!). Só é necessário cuidado e atenção redobrada para não deixar a bebida congelar – afinal, a garrafa vai estourar antes que isso aconteça, fazendo com que você perca o vinho e ainda ganhe um refrigerador sujo para limpar.

Tempo para resfriar: 20 minutos para os brancos tranquilos, 10 para espumantes (colocar por mais 15 na geladeira) e 5 minutos para os tintos tranquilos

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Por que e como decantar o vinho?

Você até comprou um decanter, mas ainda não o tirou da caixa? Nada disso! O acessório é muito mais importante do que você imagina. Aprenda a decantar o seu vinho.

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Por que decantar?

Existem duas razões principais para se decantar um vinho: quando ele é um vinho muito antigo e formou depósitos sólidos dentro da garrafa ou quando vai abrir um vinho com grande potencial de guarda muito antes da hora. No primeiro caso, você vai fazer os resíduos sólidos, literalmente, decantarem e se depositarem no fundo da garrafa e do acessório com o procedimento e depois com o tempo de repouso. Já no segundo vai estimular as trocas de oxigênio da bebida pelo tamanho do bojo avantajado, forçando o vinho a liberar aromas complexos que demoraria muitas horas e tornar-se mais macio no paladar.

Quais vinhos decantar?

Por mais bonita que seja a prática da decantação, não é todo e qualquer vinho que precisa passar um tempo no decanter. Aliás, alguns vinhos não se beneficiam com a prática e ainda acabam perdendo caráter aromático e oxidando antes da hora. É bom evitar que os vinhos mais delicados cheguem até um decanter – vinhos muito simples ou brancos leves. Vinhos do Porto antigos, por exemplo, costumam acumular muitos resíduos – chamados borras – e devem passar pelo decanter. Além deles, vinhos tintos encorpados e de longa guarda (Bordeaux, Barolo e Amarone) e vinhos brancos (Jura e Chablis).

Como decantar?

Apesar de parecer sofisticada, a prática da decantação é simples. Basta verter o conteúdo de uma garrafa no decanter – com calma – e colocar o acessório em superfície plana o tempo que for necessário. Se a razão pela qual você vai decantar o vinho é para remover os resíduos da garrafa, vai precisar também de uma vela. Neste caso, o procedimento é praticamente o mesmo, com a diferença que deve colocar o vinho em posição vertical um ou dois dias antes e, na hora de decantar, posicionar a chama da vela entre o gargalo da garrafa e o decanter. Vá despejando o vinho bem devagarinho no decantar e retornando a garrafa em posição vertical sempre que um resíduo aparecer no pescoço da garrafa, evitando assim com que caia no decanter.

Por quanto tempo decantar?

Em se tratando de um vinho muito antigo, meia hora de respiração já basta. Vinhos mais jovens, por sua vez, pedem uma a duas horas no decanter.

Durante a decantação, a temperatura aumenta?

Sim, aumenta. Em temperatura ambiente, é estimado que o vinho ganhe 2°C por hora. Se for decantar o vinho por três horas, por exemplo, basta refrigerá-lo 6°C abaixo da temperatura de serviço. Clique aqui para saber a temperatura de serviço para cada tipo de vinho.

terça-feira, 5 de maio de 2015

Receita: Boeuf Bourguignon, do filme “Julie e Julia”

O principal prato da Borgonha, e o mais popular também, é o Boeuf Bourguignon - e não é que combina perfeitamente com um típico Pinot Noir da Borgonha?


Casa com: Pinot Noir, Merlot e tintos do Rhône

Ingredientes

200 g de bacon cortado em cubinhos

3 ½ colheres de sopa de azeite de oliva
1,5 kg de alcatra cortada em cubinhos
1 cenoura fatiada
1 cebola cortada em cubinhos
2 colheres de sopa de farinha
3 copos de vinho tinto
2 ½ a 3 ½ copos de caldo de carne
1 colher de sopa de molho de tomate
2 dentes de alho amassados
½ colher de chá de tomilho
1 folha de louro
20 cebolas pequenas
3 ½ colheres de sopa de manteiga
Bouquet garni (4 ramos de salsa, 1 folha de louro e ¼ de colher de chá de tomilho enrolados com barbante)
500 g de cogumelos frescos
Sal e pimenta a gosto



Preparo

1) Em uma frigideira grande, aqueça uma colher de sopa de azeite e frite o bacon. Retire da frigideira e reserve. Por sobre a mesma gordura da panela, frite os pedaços de carne de todos os lados até ficarem dourados.

2) Em seguida, coloque a carne no recipiente que a levará ao forno. Ainda na mesma panela, doure a cebola picada e as cenouras. Misture com a carne e corrija o sal, além de acrescentar pimenta-do-reino.
3) Pré-aqueça o forno em temperatura baixa enquanto polvilha farinha sobre a mistura do recipiente. Leve ao forno por cerca de cinco minutos. Retire, misture e leve novamente ao forno por mais cinco minutos.
4) Retire do forno mais uma vez, coloque dois copos de vinho e três copos do caldo de carne, cubra a carne e leve-o ao forno novamente. Assim que levantar fervura, retire a cobertura da carne e adicione o extrato de tomate, o alho e o bouque garni. Deixe assim por aproximadamente três horas.
5) Enquanto isso, coloque uma colher de azeite e outra de manteiga numa frigideira e acrescente os cogumelos à medida que a manteiga derreter. Refogue-os por aproximadamente 10 minutos. Devem ficar macios e dourados.
6) A seguir, coloque outra colher de azeite e outra de manteiga na frigideira e vá dispondo as cebolas inteiras (sem casca). Frite-as levemente por aproximadamente 10 minutos. Em seguida, coloque o copo de vinho restante e meio copo de caldo de carne, sal e pimenta a gosto. Misture e tampe a panela até cozinhar por cerca de meia hora.
7) Dadas as três horas, retire a carne do forno e leve para o fogo. Com a ajuda de uma escumadeira, separe a gordura acumulada na superfície. Depois, acrescente os cogumelos e as cebolas. Misture e está pronto para servir com arroz branco e batatas.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

O segredo do enólogo Peter Sisseck: por que o vinho “Psiu” é tão raro?

Entenda por que os vinhos do jovem enólogo dinamarquês fazem tanto sucesso

“Um dos melhores e mais excitantes vinhos que já degustei até hoje”, declarou ninguém menos que o crítico norte-americano Robert Parker, da Revista Wine Advocate, sobre o Dominio de Pingus 1995, primeira safra do que viria a se tornar um dos vinhos mais raros de Ribera del Duero.
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Apenas 325 caixas foram produzidas naquele ano e a um preço inicial de US$ 200 cada garrafa. Peter Sisseck é o nome por trás dessas raras garrafas. O dinamarquês cresceu na França, formou-se enólogo e depois, nos anos 1990, se mudou para a Espanha, onde fundou a Dominio de Pingus.

O segredo: vinhas perfeitas

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Sisseck garante: o segredo está no vinhedo. “As vinhas das minhas parcelas de terra são muito velhas”, começa a explicar o enólogo sobre as vinhas que ultrapassam os 70 anos. “Elas nunca foram fertilizadas ou receberam tratamentos à base de pesticidas, e todas cresceram seguindo o tradicional sistema ‘en vaso’. Elas são perfeitas”, conclui.
Além do sistema de condução, outro fator que diferencia os vinhos da Dominio de Pingus é o tratamento biodinâmico realizado nos vinhedos. Esta foi a maneira que o enólogo escolheu, conforme afirma, para encontrar a sinceridade nos vinhedos de Ribera del Duero, cujos práticas eram caracterizados pelo uso de insumos agrícolas e pelo incentivo a quantidade em vez de qualidade.

Os vinhos de Peter Sisseck

Depois do sucesso, o enólogo dinamarquês começou a ampliar a sua produção, tornando seus vinhos relativamente mais acessíveis. Conheça seus vinhos:

Pingus

São produzidas cerca de seis mil garrafas do seu vinho mais raro, feito 100% de Tempranillo. O vinho entra no circuito de vinhos “cult” e, se quiser segurar uma garrafa, precisa reservá-la com um bom tempo de antecedência. Só não pense em encontrar o Pingus todos os anos – o vinho só é produzido nas melhores safras.
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Flor de Pingus

Não pense que o vinho Flor de Pingus é uma segunda linha. Até a uva é a mesma: Tempranillo. A principal diferença é quanto a localização dos vinhedos. O vinho costuma ser mais intenso, daqueles que pedem anos de guarda (de cinco a 20). Cerca de 60 mil garrafas do Flor de Pingus são produzidas anualmente.

Psi

Um dos trabalhos mais interessantes que o enólogo Peter Sisseck faz é o de deixar como herança para a região espanhola de Ribera del Duero uma vitivinicultura mais consciente. Ele seleciona agricultores da região e os estimula a produzirem uvas mais saudáveis e de mais qualidade, acompanhando o trabalho deles durante o ano e, ao final, compra as suas uvas. É deste projeto que nasce o vinho Psi.