sexta-feira, 15 de maio de 2015

Espumantes de todo o mundo

Nem todo espumante é um Champagne, mas o contrário vale. Só que Champagne não é o único. Tem Cava, Prosecco, Franciacorta, Sekt.. Conheça os espumantes de todo mundo!


Champagne, França

Eis o mais famosos de todos os espumantes, e o que muitas vezes leva nome por todos os outros. Mas apenas os espumantes feitos com uvas provenientes da região a norte da França e com segunda fermentação em garrafa, além de uma série de outras regras, é que podem ser considerados autênticos Champagnes. As uvas autorizadas na região são Pinot Noir, Pinot Meunier e Chardonnay, e podem aparecer ou não em um vinho (e em quantidades diferentes). Elas produzem vinhos espumantes brancos ou rosés com alta acidez, corpo intermediário e baixa graduação alcoólica.
Mas não espere encontrar um Champagne por menos de três dígitos, ao menos no Brasil. Há duas razões para que sejam especialmente mais caros do que espumantes de outras regiões do mundo: lá, são obrigados a passarem por pelo menos 15 meses de contato com as leveduras até estarem prontos e poderem sair da vinícola; pelo clima frio, nem todas as safras conseguem amadurecer as uvas para a produção de espumantes com a qualidade desejada, e cabe a cada vinícola decidir se vai ou não produzir o espumante.
A característica do Champagne vai mudar de acordo com a microrregião, com o corte e o tempo de autólise. De modo geral, pode-se esperar que um bom exemplar tenha aromas de frutas cítricas e frutas verdes, mas também notas marcadas da autólise – fermento, levedura, pão, brioche e tostado -, além de característica alta acidez.

Crémant, França

Champagne, definitivamente, não é a única região da França que produz espumantes de destaque. Quando a segunda fermentação acontece na própria garrafa, a bebida recebe nome de Crémant. As duas principais sãoCrémant de Limoux, no Languedoc, e Crémant de Saumur, no Loire.
Para a produção do Blanquette de Limoux, usam-se as variedades Mauzac (também conhecida por Blanquette), Chardonnay, Chenin Blanc e Merlot. Os espumantes de Limoux, sobretudo os que contenham Mauzac, têm características de frutas cítricas e “zest”, além de caráter floral. Costumam ser bastante ácidos e de médio corpo a encorpados.
Os Crémant de Saumur, por sua vez, são feitos principalmente a partir de Chenin Blanc, principal casta do Loire. Os espumantes de Saumur tem sabores de frutas verdes e cítricas, são bastante ácidos e, por vezes, os melhores com aromas de fermento e levedura.

Cava, Espanha

O espumante ícone da Espanha utiliza castas autóctones da Catalunha para sua produção – Parellada, Xarel-lo e Macabeo -, mas também as variedades de Champagne, que conferem ao Cava um toque de complexidade. Em sua maioria, os Cavas são vinhos espumantes mais simples, baratos e para serem abertos ainda jovens. Com caráter neutro, trazem toques de pera e acidez intermediária.

Prosecco, Itália

É na região do Vêneto, norte da Itália, que nasce o carro-chefe dos espumantes italianos. Produzidos com a uva Glera – muitas vezes também denominada Prosecco -, normalmente por segunda fermentação em tanque, o que significa menor complexidade aromática. Com borbulhas maiores do que outros espumantes, os espumantes Prosecco trazem aromas cítricos, de frutas passadas, flores e amêndoas e corpo leve. Desde 2005, a região deConegliano-Valdobbiadene recebeu título de DOCG, o que significa que têm qualidade garantida pelo estado italiano.

Franciacorta, Itália

Apesar de o Prosecco ser o mais popular dentre os espumantes italianos, Franciacorta ainda é o de maior renome – é muitas vezes comparado aos Champagnes. Ainda no norte da Itália, o Franciacorta é produzido na região da Lombardia, em meio aos alpes italianos. Feito no método tradicional com as uvas Chardonnay, Pinot Nero e Pinot Bianco, passa por segunda fermentação em garrafa, e são mantidos por pelo menos 25 meses em contato com as leveduras antes de serem comercializados.

Asti, Itália

Apreciado principalmente pelos paladares com preferência para as bebidas adocicadas, Asti é um espumante produzido pelo método de tanque na região de mesmo nome, no Piemonte. Costumam ser espumantes mais simples, descontraídos e ter preços atraentes. O paladar de um Asti é normalmente doce, frutado e de corpo leve.

Espumoso, Argentina

Além dos espumantes feitos com Chardonnay e Pinot Noir – corte clássico para vinhos com borbulhas -, a Argentina tem ousado com algumas variedades, tais como Chenin Blanc, Semillón, Malbec, Viognier e até Torrontés. Ainda não há um estilo tradicional do país, mas uma coisa é certa: hoje, se produz espumantes de todos os estilos – desde brut até doce e rosé, seja pelo método tradicional ou de tanque.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

As principais uvas tintas e suas características

Acha que consegue reconhecer um Cabernet Sauvignon às cegas? E um Merlot? Aprenda as características das principais variedades tintas!
Parte das características de um vinho se deve a uva que lhe deu origem (são os ditos aromas primários!). É claro que a bebida pode variar de acordo com a região e com outros fatores, mas a melhor maneira de se orientar na hora de escolher um vinho é saber quais são eles.

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Com muita intensidade – desde a cor até os aromas e a estrutura do vinho em boca -, a Cabernet Sauvignon traz essa marca registrada em diverso portfólio da uva. Frutas, com destaque às groselhas -, toques vegetais ou herbáceos, de tabaco, café e baunilha são esperados deste vinho encorpado, tânico e superpotente.

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A característica mais marcante da Merlot – e pela qual a uva é mais conhecida – não é um aroma ou um sabor, mas a maciez com que seus vinhos passeiam pela língua. Frutas negras, violetas e toques terrosos seduzem o nariz, mas finalizam com uma boca tão macia que caracteriza a uva por produzir vinhos fáceis de beber.

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Com acidez e corpo médios, os vinhos de Carménère (os chilenos que o digam) são marcados pelo caráter herbáceo e vegetal de seus vinhos. Há até alguns exemplares mais frutados, outros com mais caráter da madeira, mas a maioria traz tantas notas de pimentão verde que virou marca registrada da uva.

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Quase tão intensa quanto a Cabernet, a tipicidade da Malbec também prevê muito corpo e muitos taninos, além de aromas e sabores exuberantes. Ameixas e o frescor de menta estão, na maioria das vezes, associados aos sabores do carvalho, muito utilizado no processo de envelhecimento de seus vinhos.

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Frutas silvestres representam o início dos aromas de um Pinot Noir, mas a mais sensual das uvas expressa também notas terrosas e herbáceas. A variedade francesa é conhecida por ser a mais leve das castas tintas (algo que se nota pela cor, por vezes, translúcida), consequência de sua casca fina, que passa menos cor, corpo e taninos para o vinho. Em compensação, é bastante aromática.

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Conhecida como Shiraz no Novo Mundo, onde se deu tão bem quanto no Velho, a Syrah é outra variedade intensa que exibe aromas de frutas negras, mas com um diferencial: as especiarias. Desde pimenta-do-reino até cravo, canela e alcaçuz.

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Apesar de a Grenache ser mais conhecida pelos cortes com Syrah e Mourvèdre, típico do Rhône, é uma das uvas que estão se tornando mais populares ultimamente – mas com o nome Garnacha, como é na Espanha, ou Samsó, na Catalunha. Os vinhos de Grenache costumam ser encorados, trazendo notas de frutas vermelhas, especiarias, toffe e café.

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Na lista das uvas tintas mais com taninos, a Tempranillo é a principal uva da Espanha e marca seus vinhos com sabores de frutas vermelhas, sobretudo morangos. Ela dá paladar levemente adocicado a seus vinhos – impressão gerada pelo amadurecimento das notas frutadas e da transformação dessas frutas em geleia.

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A mais italiana das uvas traz aromas e sabores que vão das ameixas até tomates, passando por chá e por notas terrosas. Seus vinhos vão de médio corpo a encorpados, mas trazem sempre muitos taninos – característica que lhes garante longa guarda. A acidez, marcante em todo o solo italiano, também é uma das características da Sangiovese.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Cabernet Sauvignon: a uva mais cultivada no mundo

De Bordeaux ao Npa Valley, da Itália ao Chile, da França ao mundo. O apelido "rainha das uvas' não é à toa. Saiba mais!
Quem não gosta de Cabernet Sauvignon?! Não só é a variedade mais conhecida e querida por amantes de vinho, como é também a mais cultivada do mundo. Conheça as características da variedade em cada uma das suas principais regiões de cultivo.

Características da Cabernet Sauvignon


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Conhecida por ser uma variedade vinífera intensa e profunda, a Cabernet Sauvignon possui frutos pequenos, fazendo com que aumente a proporção de casca para polpa. Como sabemos, propriedades aromáticas do vinho, além de características como tanino e cor, concentram-se justamente nas cascas – o que explica a intensidade da bebida facilmente reconhecível à taça.
Com coloração profunda, exibe aromas de frutas negras – ameixas, groselhas e cerejas-, notas herbáceas e mentoladas, além de tabaco, café e baunilha, comumente adquiridas durante estágio em carvalho. É normalmente bastante encorpado e tânico, com elevado potencial de guarda.

Origem da Cabernet Sauvignon

Resultado do cruzamento entre Cabernet Franc e Sauvignon Blanc – daí o nome Cabernet Sauvignon -, a “rainha das uvas” teria nascido no sul da França. Apesar de um estudo realizado na Califórnia em 1997 ter constatado tais fatos, fica difícil dizer exatamente o local de origem da uva tinta mais popular.

Bordeaux, França

Lar clássico da Cabernet Sauvignon, Bordeaux é também a região que fez fama mundo afora graças ao poder da variedade. Além de a uva entrar no corte bordalês (Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot e Petit Verdot), é a principal variedade cultivada na margem esquerda do rio Girone, que se estende ao longo da região.
É na margem esquerda que estão alguns dos maiores nomes de toda Bordeaux: Saint-Estèphe, Pauillac, Saint-Julien e Margaux (todas sub-regiões da prestigiada Médoc) e Pessac-Leógnan (sub-região de Gràves). Já deu para perceber a importância da cepa?

Outros terroirs para Cabernet Sauvignon

Fora de Bordeaux, a Cabernet Sauvignon aumentou seu império e ganhou força em outras partes do Velho e do Novo Mundo. Mas em cada lugar, ela ganha características que lhe fazem particular. Confira as principais:

Itália

Depois da França, foi na Itália a segunda parada de destaque da Cabernet Sauvignon no Velho Mundo. Ela integra os “vinhos rebeldes” da Toscana, os Supertoscanos, e alguns grandiosos do Piemonte e da Sicília.
Por muito tempo, a uva seguiu como sendo proibida no país (assim como todas as outras variedades internacionais), mas hoje é conhecida por alguns dos vinhos mais ambiciosos da Itália. Com muita estrutura e final de boca amargo, os Cabernets italianos costumam ser muito saborosos.

Estados Unidos

Dizem que depois de Bordeaux, é em Napa Valley, na Califórnia, que a Cabernet Sauvignon se sente mais à vontade. Os Cabernets de lá trazem, normalmente, muitos taninos, mas macios e maduros. Suas notas vão mais para o lado das cerejas, enquanto que os melhores podem trazer notas de bolo de cereja e madeira.

Chile

Em cada um dos quatro principais países produtores da América do Sul, houve uma variedade francesa a que melhor se adaptou. A potente Malbec na Argentina, a macia Merlot no Brasil, a tânica Tannat no Uruguai e a intensa Cabernet Sauvignon no Chile. No estreito país sul-americano, destacam-se as notas herbáceas da variedade: pimentão e folhas de groselha. Procure por Cabernets dos seguintes vales chilenos: Maipo, Colchagua, Cachapoal e Rapel.

África do Sul

Por vezes, os vinhos tintos de Stellenbosch são confundidos com os dos grandes châteaux de Bordeaux. Isso se deve à alta concentração de taninos e acidez de seus Cabernets. Apesar disso, costumam ser mais herbáceos do que frutados.

Austrália

Destacam-se duas regiões vinícolas australianos pelo cultivo da Cabernet Sauvignon – Coonawarra e Margaret River. São vinhos tintos com muitas frutas negras, toques herbáceos e taninos marcantes.

Líbano

As tentativas de se levar a Cabernet Sauvignon para regiões mediterrâneas têm dado bons resultados – e o Líbano é a prova viva disso. Sua principal região, Vale do Bekaa, onde a uva amadurece com notas de licor que, nas palavras de Jancis Robinson, “confundem até os apreciadores mais preconceituosos”.

domingo, 10 de maio de 2015

2 dicas para resfriar a bebida rapidamente

Não deu tempo de se programar e colocar o vinho para gelar antes da hora? Não se preocupe. O Sommelier Grand Cru ensina um macete para resfriá-lo a tempo do seu brinde!


1) Baldinho com gelo e água

Eis o método mais eficiente para se resfriar um vinho. E é bastante simples: basta um balde, gelo e um pouco de água. Por balde, subentende-se qualquer pote que acomode bem uma garrafa de vinho (ou quantas forem necessárias!) – valendo de copo de liquidificador até pia, tanque e banheira.
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Coloque o vinho na vertical dentro do recipiente, cubra-o de gelo e, em seguida, coloque um pouco de água. Para que o processo fique ainda mais rápido e efetivo, coloque de álcool e de sal grosso na água, misturando antes de despejar no balde. Lembre-se de virar o vinho dos dois lados na metade do tempo indicado.

Tempo para resfriar: 10 minutos para os brancos e espumantes e 2 minutos para os tintos

2) No refrigerador

Pode não ser o método mais seguro, mas é o “freezer” é um bom lugar para ajudar a gelar um vinho (ainda mais quando você não tem gelo pronto!). Só é necessário cuidado e atenção redobrada para não deixar a bebida congelar – afinal, a garrafa vai estourar antes que isso aconteça, fazendo com que você perca o vinho e ainda ganhe um refrigerador sujo para limpar.

Tempo para resfriar: 20 minutos para os brancos tranquilos, 10 para espumantes (colocar por mais 15 na geladeira) e 5 minutos para os tintos tranquilos