sexta-feira, 29 de maio de 2015

Qual a temperatura certa para servir o vinho?

 Não fique na dúvida na hora de servir seu vinho. Aprenda com a Grand Cru Leblon qual a temperatura correta para cada tipo de vinho - do espumante ao vinho branco, tinto e até de sobremesa.

Muitos acabam deixando a temperatura de serviço do vinho de lado, principalmente quando se resolve, de última hora, abrir uma garrafa em casa. Apesar disso, a temperatura é fator fundamental na hora de degustar um vinho.
Quando o vinho está abaixo da temperatura indicada, seus sabores e aromas se inibem. Por outro lado, quando está acima da temperatura, seus defeitos se sobressaem, o álcool se torna muito perceptível ou, no caso dos espumantes, suas bolhas se dissipam rapidamente.
Existem termômetros adaptados para a garrafa de vinho, facilitando a medição da temperatura. Se não tem um em casa, siga uma regrinha básica: deixe o vinho na geladeira de quarenta minutos (tintos encorpados) a duas horas e meia (vinhos de sobremesa, espumantes e brancos leves).
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Espumantes: 8°C

Evinho-espumante-nocturno-temperatura-servicoxemplos: Champagne, Prosecco e Cava



Brancos leves: 10°C

vinho-branco-sauvignon-blanc-temperatura-servicoExemplos: Sauvignon Blanc, Torrontés e Pinot Grigio



vinho-branco-mancura-chardonnay-temperatura-servicoBrancos de corpo médio: 12°C

Exemplos: Chardonnay, Chenin Blanc e Semillón


Rosés: 12°C

vinho-rose-brisa-temperatura-servicoExemplos: Provença e Navarra



vinho-tinto-morande-pionero-pinot-noir-temperatura-servicoTintos de corpo leve a médio: 14°C

Exemplos: Pinot Noir, Gamay e Merlot


Tintos encorpados: 18°C

vinho-vinho-encuentro-cabernet-sauvignon-temperatura-servicoExemplos: Cabernet Sauvignon, Malbec e Tempranillo



vinho-sobremesa-vistamar-moscatel-temperatura-servicoVinhos de sobremesa: 7°C

Exemplos: Colheita Tardia, Vinho do Porto, Sauternes e Pedro Ximénez

vinho-tinto-decanter-temperatura-certaDica do Sommelier

Vai decantar o vinho e quer deixa-lo resfriado na temperatura de serviço correta? Lembre-se que, à temperatura ambiente, o vinho ganha cerca de 2°C por hora. Sendo assim, a cada hora que o vinho vai passar no decanter, deverá resfria-lo 2°C a menos.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Os aromas do vinho

Das familiares frutas vermelhas, flores e baunilha até o petróleo e chocolate. Entenda os aromas do vinho e conheça os principais!
Pense em degustar um vinho e usar apenas palavras como “gostoso” e “perfumado” para descrevê-lo. Seria praticamente impossível transmitir a sua avaliação daquele vinho para terceiros, afinal gosto é gosto e não se discute. Foi justamente em busca de comunicar as sensações que o vinho proporcionava que se desenvolveu um vocabulário muito particular aos que da bebida desfrutam. E é graças à volatilidade do vinho (ligada ao seu teor alcoólico) que evaporam moléculas com carga aromática semelhante a de outros aromas que carregamos em nossa memória.
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Agora entendeu por que é possível sentir morangos frescos, menta e pétalas de violeta ao se aproximar o nariz da taça? Conforme explica a Master of Wine Jancis Robinson no livro Como degustar vinhos, “o grande atrativo de beber vinho é que, mais do que qualquer outa bebida, ele é capaz de apresentar uma surpreendente gama de aromas – em particular ao se considerar que a matéria-prima é uma só”.
Saiba quais aromas procurar num vinho e use o seu repertório!

Aromas primários

São os aromas naturais a cada variedade de uva em determinada origem. Depois de a uva ser colhida e transformada em vinho, já é possível senti-los à taça – não implicam manipulação ou outros estágios.
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Floral: Rosa, violeta, cravo, jasmim, madressilva, flor de laranjeira, flores secas ou murchas.

Frutas cítricas: Lima, limão, laranja e tangerina.

Frutas brancas e de caroço: Maçã, pera, marmelo e uva; pêssego, damasco e nectarina.

Frutas tropicais: Abacaxi, maracujá, banana, manga e melão.

Frutas vermelhas: Groselha, cereja, morango e framboesa.

Frutas negras: Ameixa, amora, groselha negra e cereja negra.

Vegetal: Pimentão verde e aspargo.

Herbáceo: Ervas, chá e menta.

Especiarias: Pimenta, tomilho, louro, cravo e noz-moscada.

Terroso: Terra, barro e cogumelos.

Mineral: Pedra, giz e petróleo.

Aromas secundários

São aromas desenvolvidos no vinho a partir de procedimentos posteriores à colheita, como fermentação malo lática, estágio em barril de carvalho.
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Fermentação malolática: Leite, manteiga e iogurte.

Segunda fermentação: Fermento, pão, levedura, brioche e bolacha.

Barrica de carvalho: Chocolate, grafite, tostado, tabaco, amêndoa, caramelo, café e mel.

Aromas terciários

São aromas desenvolvidos no vinho, de maneira geral, a partir de sete anos que a bebida está arrolhada na garrafa. Também chamados de buquê aromático, representa o estágio de maior complexidade para o aroma de um vinho.
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Floral: Flores secas e flor de macieira.

Frutas: Frutas secas e em compota.

Frutos secos: Avelã, noz e amêndoa.

Balsâmico: Café e madeira (carvalho, pinheiro, eucalipto).

Animal: Pele de animal, couro, carne e caça.

Vegetal: Floresta, cogumelo e trufa.

Especiarias: Pimenta, alcaçuz, baunilha, alcatrão e cravinho.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Como ler o rótulo de um vinho

Entender todas as informações de um rótulo de vinho pode ser um desafio e tanto. Aqui ensinamos os principais elementos e nomenclaturas. Aprenda!



Os elementos de um rótulo

Via de regra, os elementos de um rótulo são sempre os mesmos: produtor e/ou nome do vinho, região de cultivo das uvas, país, classificação quanto à denominação de origem, variedade, safra, graduação alcoólica e volume. Claro que existem diferenças entre Novo e Velho mundo, países, regiões, denominações e até mesmo produtores.

O que muda

A produção de vinhos monovarietais (ou seja, feitos de apenas uma variedade vinífera) começou no Novo Mundo ou, ao menos, foi por aqui que se passou a classificar vinhos a partir das uvas. Até hoje, não é muito comum encontrar vinhos do Velho Mundo que estampem o nome das uvas em sua garrafa. Eles existem, mas não são maioria. Se quiser, por exemplo, um Syrah da França, deve procurar por Crozes-Hermitage, denominação do Vale do Rhône. No Novo Mundo, será mais fácil procurar pela própria uva em rótulos da Austrália e do Chile.
Outra diferença é quanto ao tempo de envelhecimento em barril de carvalho. Muitos produtores simplesmente omitem a informação ou a colocam no contrarrótulo. Porém o órgão regulador da Espanha estipula regras para as nomenclaturas Joven, Crianza, Reserva e Gran Reserva. Os países do Novo Mundo adotaram a moda de envelhecer vinhos em carvalho, mas sem a mesma preocupação em determinar o tempo mínimo para cada uma das nomenclaturas. Basicamente, comprar um Malbec Reserva argentino significa que é um vinho que recebeu tratamento superior a outro Malbec daquela mesma vinícola.

Como saber a denominação de origem do vinho?

Em 1756, o Douro foi proclamada por Marquês de Pombal a primeira denominação de origem controlada (DOC) do mundo, de modo que o vinho do Porto ficasse protegido da concorrência externa. Sendo assim, nenhum outro vinho fortificado poderia ser chamado do Porto. Depois disso, cada pedacinho de terra foi se tornando uma denominação diferente. E cada país tem a sua própria nomenclatura. Saiba as principais:

França:

Apellation d’Origine Protégée (AOP) – Denominação de Origem Protegida (DOP)
Apellation d’Origine Contrôlée (AOC) – Denominação de Origem Controlada (DOC)
Indication Géographique Protégée (IGP) – Indicação Geográfica Protegida (IGP)
Vin de Pays – Indicação Geográfica Protegida (IGP)
Vin de France – Vinho sem indicação geográfica

Itália

Denominazione di Origine Protetta (DOP)
Denominazione di Origine Controllata (DOC) e Denominazione di Origine Controllata e Garantita (DOCG)
Indicazione Geografica Protetta (IGP)
Indicazione Geografica Tipica (IGT)

Espanha

Denominación de Origen Protegida (DOP)
Denominación de Origen (DO) e Denominación de Origen Calificada (DOCa)
Indicación Geográfica de Protegida (IGP)
Vino de La Tierra (IGP)

Alemanha

Geschützte Ursprungsbezeichnung/ g.U. (DOP)
Prädikatswein/ Qüalitätswein (DOC)
Geschützte Geografische Angane/ g.g.A. (IGP)
Landwein (IGP)

Como o envelhecimento em barril de carvalho aparece no rótulo?

Joven

É sempre o primeiro vinho da safra a sair da vinícola, por isso é conhecido como “vinho do ano”. Não passa por barril de carvalho.

Roble

A palavra espanhola já entrega – Roble é a primeira categoria a passar por barril (afinal, significa carvalho em espanhol). Passa de seis a oito meses em barris de carvalho.

Crianza

São vinhos que precisa envelhecer por dois anos antes de serem comercializados, sendo seis meses em carvalho.

Reserva

O autêntico espanhol passa no mínimo três anos na vinícola, sendo dois anos em carvalho.

Gran Reserva

Este é o Reserva que, depois de dois anos estagiando em carvalho, descansa por mais três em garrafa antes de sair da vinícola.

Unoaked e Oaked

Comum nos Estados Unidos, África do Sul, Austrália e Nova Zelândia. Unoaked significa que o vinho não passou por barril de carvalho, enquanto que oaked significa que passou. Apesar do indicativo, não há um tempo determinado para que seja possível estampar no rótulo.

Como aparecem os métodos de cultivo das uvas no rótulo?

Orgânico/ Biológico

Método de cultivo das uvas livre do uso de defensivos agrícolas como pesticidades, herbicidas e fungicidas.

Biodinâmico

Diferencia-se do orgânico por ser um método de cultivo das uvas com base na antroposofia, ciência que estuda o conhecimento ancestral da humanidade. Além de não contar com defensivos agrícolas, os biodinâmicos orientam a fase do cultivo pelo sistema lunar.

Como aparecem os métodos de vinificação e filtração do vinho no rótulo?

Natural

Não existe uma classificação oficial para os vinhos naturais. Os poucos que estampam no rótulo indicam vinhos fermentados com as leveduras naturais da própria uva e, por vezes, que não contém conservadores como sulfito.

Sem clarificação/ sem filtração

O nome já diz tudo – são vinhos que não passam por processo de clarificação e/ou filtração. Estes processos consistem na retirada de partículas naturais do vinho que deixam a bebida com certa turbidez.

Sur lie

A palavra francesa significa que o vinho foi engarrafado com as borras (leveduras mortas que restaram da fermentação).

Como aparece o nome do produtor do vinho no rótulo?

Château

Traduzida do francês, a palavra significa castelo, que em Bordeaux é sinônimo de propriedade vinícola.

Domaine

A palavra francesa signficia domínio, mas sobretudo na Borgonha refere-se a vinícola.

Weingut

Do alemão, significa produtor.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

O que é o tanino do vinho?

 Quem gosta de vinho sempre ouve falar em taninos, vinhos tânicos ou adstringentes. Não tenha mais dúvidas, entenda do que se trata com a Grand Cru Leblon!

Você pode até nem saber o que é tanino, mas com certeza já sentiu um amarrando a sua boca. Para começar, não é uma substância exclusiva das uvas – banana verde, caqui e caju são exemplos de frutas em que podemos senti-los.
Trata-se de um polifenol presente na casca e nas sementes da uva e que, quando mantidas em contato com o mosto, é transmitido ao vinho, trazendo a sensação de adstringência ao paladar.
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Vinho branco tem tanino?

Como os vinhos brancos e rosés são mantidos por pouco ou nenhum contato com as cascas, seus taninos são praticamente inexistentes. Mas podem, sim, trazer adstringência, principalmente se forem vinificados com a casca, como os “vinhos laranjas”.

Uma uva pode ter mais taninos que outra?

Pinot Noir, Gamay e Grenache, por exemplo, são uvas tintas com casca fina e, portanto, poucos taninos. Já Cabernet Sauvignon, Syrah e Malbec são uvas que costumam proporcionar quantidade alta de tanino para um vinho.

O tanino em clima quente e frio

Vale lembrar que climas quentes ajudam a desenvolver taninos macios e maduros nas uvas, minimizando a sensação de adstringência. Por outro lado, climas frios deixam os taninos mais finos, porém potentes e mais adstringentes.

Tanino é sempre ruim?

Há quem goste de sentir taninos jovens e potentes pregando os sabores de um vinho por longos períodos nas bochechas, mas se você não é um deles, saiba que existe o lado positivo por trás dos taninos de um vinho.
Em primeiro lugar, a substância funciona, junto do álcool e da acidez, como um conservante natural da bebida, contribuindo para o envelhecimento por décadas em adega. É por isso que os vinhos ditos “de guarda”, quando aberto jovens, parecem austeros – ainda não estão totalmente equilibrados e prontos para agradar o paladar.
Além disso, os taninos são bons parceiros na hora de harmonizar um prato a seu vinho. É nas carnes gordurosas que encontram o equilíbrio perfeito.