terça-feira, 16 de outubro de 2018

Ricossa: a tradição e os sabores do Piemonte

O vinhos da Ricossa trazem para a taça os sabores e tradições de sua terra natal: o Piemonte. Conheça a história dessa vinícola!

O Piemonte: a casa da Ricossa Antica Casa

Aos pés dos Alpes, no noroeste da Itália, o Piemonte dá origem a alguns dos vinhos mais especiais do país da bota: o Barolo e o Barbaresco, ambos feitos com a imponente uva Nebbiolo.

Barolo e Barbaresco são dois vilarejos do Piemonte, e que dão origem aos vinhos mais icônicos da região. Com características distintas, ambos são feitos a partir da variedade Nebbiolo, cujo nome vem da neblina que cobre os vinhedos do Piemonte na época da maturação das uvas.
Em 2014, o comitê da UNESCO classificou as áreas de Langhe, Roero e Monferrato como Patrimônio da Humanidade.
Berço do movimento “Slow food”, o Piemonte preza muito pela qualidade do alimento (e do vinho!) e principalmente pelo momento de apreciação. Nada melhor do que apreciar os seus grandes vinhos acompanhados do melhor da gastronomia local: vai de Risotto alla Piemontese, Brasato ao Barolo ou de Vitello Tonnato? Não se esqueça que o Piemonte também é terra das trufas!


    Vista da típica paisagem do Piemonte.

História da vinícola italiana Ricossa

A Ricossa nasceu, assim como muitas vinícolas italianas, uma pequena propriedade familiar, leal ao território e à tradição do Piemonte na arte de produzir os grandes vinhos da região. Em 1800, a família Ricossa cuidava de uma vinícola já então premiada, nos arredores de Asti. Um século depois, a Ricossa Wines se tornou uma marca internacional, reconhecida pela harmonia entre tradição italiana e genialidade, e se tornando a nova expressão do vinho piemontês.
As uvas utilizadas para a produção dos vinhos Ricossa são cultivadas e colhidas em toda a região do Piemonte, com forte colaboração com produtores locais.


Os vinhos da Ricossa: Barolo, Barbaresco e Barbera

Ricossa Barolo DOCG

Comparado com grandes Pinots da Borgonha, os Barolos têm complexidade ímpar – seus aromas intensos vão de cerejas ácidas a folhas secas, chá preto, tabaco e couro. Três horas no decanter e este belo exemplar vai entregar o melhor do grande ícone piemontês. 

Vinho Tinto Ricossa Barolo DOCG 2013 750 mL

Ricossa Barbaresco DOCG

Barbaresco: Mais elegantes do que os vinhos de Barolo, os Barbarescos são vinhos mais acessíveis e que também pedem menos guarda. Este mostra intensidade no nariz por meio das notas de fruta vermelha e toques tostados, e encontra excelente equilíbrio entre maciez, corpo, acidez e taninos. 

Vinho Tinto Ricossa Barbaresco DOCG 2014 750 mL

Ricossa Barbera d’Asti DOCG

Ao lado da Nebbiolo e da Sangiovese, a Barbera está entre as principais uvas da Itália. Seus vinhos são a melhor porta de entrada aos grandes ícones da região. Com caráter frutado em evidência e ótima maciez, este é muito convidativo, gastronômico e fácil de beber. 

Vinho Tinto Ricossa Barbera D’Asti DOCG 2016 750 mL


quinta-feira, 6 de setembro de 2018

5 ofertas de vinhos incríveis para aproveitar o Grand Solde

Vinho Cerro Arriba Cabernet Sauvignon 2017

Valor: de 59,90 por R$50,92.
Foi no Vale Central que nasceu este Cabernet Sauvignon chileno de excelente custo-benefício. Seus aromas de cereja e groselha negra combinam-se a toques de menta e chocolate, mostrando mais refinamento do que costumam ter os exemplares da “rainha das uvas” nessa faixa de preço. É justamente por ter acidez equilibrada e taninos macios que o vinho é tão versátil e fácil de beber.
Vinho Tinto Cerro Arriba Cabernet Sauvignon 2017 750 mL
Vinho Tinto Cerro Arriba Cabernet Sauvignon 2017 750 mL

Vinho Branco Morandé Pionero Sauvignon Blanc 2017

Valor: de R$59,90 por R$ 50,92.
A indicação de vinho branco da lista do Grand Solde é o Morandé Pionero Sauvignon Blanc. Um vinho alegre, com muito frescor, aromas cítricos e delicadas notas florais. Acidez vibrante com um agradável final seco e persistente. Combina com uma grande variedade de pratos de peixes, massas e vegetais.

Vinho Branco Morandé Pionero Sauvignon Blanc 2017 750 mL

Espumante Terra Serena Gran Cuvee Brut

Valor: de R$54,90 por R$46,67.
Como aperitivo ou até mesmo como acompanhante para sobremesas, uma taça do espumante Terra Serena é muito mais do que uma degustação, é uma experiência sensorial única! Um espumante para os momentos simples e descontraídos, que acompanha perfeitamente bem um mix de castanhas, queijos salgados ou sobremesas leves.

Espumante Terra Serena Gran Cuvee Brut 750 mL

Vinho Tinto Escorihuela Gascón Syrah 2017

Valor: de R$114,90 por R$97,67.
Não é à toa que os vinhos desta vinícola são tão desejados. São cem anos de estudos de terroir e aprimoramento das técnicas de elaboração… Uma experiência imensurável. A Syrah é uma das uvas que a família Gascón dedica anos de atenção. Com o passar dos anos descobriram a melhor localização dentre os seus vinhedos para que esta casta desabrochasse todo o seu potencial (e conseguiram!).

Vinho Tinto Escorihuela Familia Gascón Tempranillo 2017 750 mL

Vinho Humberto Canale Black River Malbec 2017

Valor: de R$94,90 por R$80,67
Já provou um vinho da Patagônia? O Black River é um elegante e refinado Malbec da região de extremo frio da Argentina. Um vinho intensamente perfumado, com sabor fresco e frutado. Ideal para acompanhar um bife ancho, um tagliarini com ragu de linguiça ou lasanha de quatro queijos.


Vinho Tinto Humberto Canale Black River Malbec 2017 750 mL

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Quinta do Mouro: a casa dos melhores vinhos do Alentejo

O Alentejo é a maior região vinícola de Portugal, com 31 mil km² de área total, sendo dividida em oito sub-regiões. Além do vinho, é conhecida mundialmente pelo seu azeite e gastronomia típica, principalmente os pratos com porcos, javalis e perdizes, e também por ser a principal região produtora de cortiça do mundo.

Uma das regiões mais quente do país, os vinhos produzidos no Alentejo costumam ser mais encorpados e concentrados. A Quinta do Mouro, no entanto, foi capaz de unir essa tradição a estilos mais frescos e leves da bebida.

Portugal e seus Vinhos de Quinta

Quinta é o nome que os portugueses dão a propriedades vinícolas rurais, e é usado atualmente sobretudo para falar de propriedades que produzem vinhos de forma quase artesanal. As garrafas são produzidas em pequenas quantidades, porém, com foco em qualidade. Em uma relação íntima e familiar com o vinhedo e sua adega.
Os Vinhos de Quinta são produzidos com pouca intervenção humana. E costumam seguir linhas atemporais, quase clássicas, de produção, pouco influenciadas por modismos ou tendências internacionais.

A Quinta do Mouro

Localizada nas fronteiras da cidade de Estremoz, na região portuguesa do Alentejo, a Quinta do Mouro se destaca pela sua beleza, pela rica história e por seus excelentes vinhos. Apesar de os primeiros documentos com seu nome serem do século XVIII, foi após a aquisição da propriedade por Miguel de Orduna Viegas Louro, o atual proprietário, que a vinícola voltou a florescer e produzir grandes vinhos alentejanos, resultado de seu dedicado trabalho com a vinha e empenho na inovação e na experimentação. A primeira colheita dessa nova fase aconteceu em 1994, marco do nascimento do vinho Quinta do Mouro, que se tornaria o rótulo principal da vinícola até hoje.

Conheça os vinhos da Quinta do Mouro

Vinha do Mouro

A linha Vinha do Mouro traz uma expressão versátil e fácil dos vinhos da Quinta do Mouro. O vinho tinto da linha é ideal para quem quer começar a conhecer os vinhos da vinícola, um rótulo comunicativo e mais convidativo até no preço, sem deixar de representar a tipicidade alentejana. Ótima sugestão de harmonização para uma noite de tapas e aperitivos!
Já o vinho branco Vinha do Mouro, é feito a partir de uvas brancas típicas de Portugal. É um vinho muito fácil de beber e agradar – e que não necessariamente precisa de comida para harmonizar. Perfeito para ser servido bem gelado em um bate-papo entre amigos.

Vinho Tinto Vinha do Mouro 2014 750 ml

Quinta do Mouro Zagalos

O Zagalos é um dos vinhos mais famosos da Quinta portuguesa. Ele consegue unir com perfeição a versatilidade dos vinhos da Vinha do Mouro com a complexidade e estrutura que os rótulos Quinta do Mouro querem expressar. Depois de estagiar por 12 meses em barricas de carvalho, o Zagalos ganhou ainda mais complexidade e estrutura – ele chega em taça para provar que o Alentejo não origina apenas vinhos frutados e fáceis de beber, mas também é lar dos mais sofisticados e refinados tintos.

Vinho Tinto Quinta do Mouro Zagalos Reserva 2013 750 ml

Quinta do Mouro Estremoz

O Alentejo é – injustamente – conhecido apenas pelos seus vinhos tintos de entrada. Mas a Quinta do Mouro faz questão de lembrar a que veio com o seu rótulo principal, o primeiro a ser lançado em 1994, quando reabriu as portas para a produção de grandes vinhos, e aquele que leva o nome da vinícola até hoje. O Estremoz foi avaliado com nada menos do que 93 pontos Robert Parker. Um ícone da vinícola!

Vinho Tinto Quinta do Mouro Estremoz 2011 750 ml

Quinta do Mouro Touriga Nacional

Outro vinho ícone, o Quinta do Mouro Touriga Nacional expressa todo o conceito da vinícola e do fundador.  Dentro da garrafa, a homenagem à principal uva portuguesa: a Touriga Nacional, lançando um rótulo que exalta as suas qualidades com um vinho feito 100% dela. Com excelente estrutura – com acabamento tânico muito refinado, o vinho acompanha maravilhosamente bem os pratos típicos do país, como o Leitão à bairrada.

Vinho Tinto Quinta do Mouro Touriga Nacional 2014 750 mL

Quinta do Mouro Rótulo Dourado

Das últimas nove safras do Rótulo Dourado avaliadas pela Robert Parker’s Wine Advocate, oito receberam nota acima dos 90 pontos, sendo quatro delas acima dos 95. Apesar de a safra 2014 ainda não ter sido avaliada – e não temos dúvidas de que vai figurar entre as melhores avaliações -, o fato por si só mostra o nível de reconhecimento da qualidade do vinho (o pilar mais importante da Quinta do Mouro). Harmonize com pratos como cozido à portuguesa, queijo da Serra da Estrela ou arroz de pato.

Vinho Tinto Quinta do Mouro Rótulo Dourado 2014 750 ml

Por Marina Leal

terça-feira, 17 de julho de 2018

Amarone della Valpolicella e Ripasso: dois grandes vinhos do Vêneto

Diz a lenda que o Amarone surgiu por engano de um enólogo italiano na região de Valpolicella, nos arredores de Verona (cidade no nordeste da Itália, a duas horas de Veneza). Confira a história do surgimento desse vinho.

Valpolicella é uma região de colinas próxima da cidade de Verona, capital do Vêneto, conhecida por produzir cinco tipos de vinhos italianos de grande renome: Valpolicella Classico, Valpolicella Superiore, Valpolicella Superiore Ripasso, Amarone della Valpolicella e Recioto della Valpolicella.
Nessa matéria especial sobre a região, vamos falar sobre três desses tipos, o Recioto, o Amarone e o Ripasso della Valpolicella.


 Vinhedos em colinas de Valpolicella.

A origem de tudo: o vinho de sobremesa Recioto

Além dos vinhos Valpolicella, a região também é conhecida pelo vinho de sobremesa Recioto. Para produzir esse vinho doce, as uvas autóctones da região de Valpolicella – Corvina, Corvinone, Rondinella e Molinara -, são deixadas nos cachos até o final da colheita, sendo as últimas a serem recolhidas, apenas quando a maturação estiver 100% completa. Depois disso, selecionam-se as melhores uvas dos melhores cachos que serão ressecadas por seis meses em esteiras de madeira ou penduradas em um teto de um galpão ventilado, durante todo o inverno.
Após esse ressacamento, as uvas murchavam, perdendo de 30 a 40% do seu peso, e ganhando um aspecto de uva passa, concentrando açúcares e sabores, processo conhecido como appassimento.
Durante a vinificação lenta (costuma durar 45 dias a mais do que os vinhos tradicionais), a fermentação é interrompida, ou seja, as uvas não terminam totalmente a transformação de açúcar em álcool, resultando em vinhos mais doces, poucos alcoólicos, mas muito complexos.
 As uvas do Amarone após o processo de apassimento.

E onde surgiu o Amarone no meio dessa história?

Diz a lenda que, há cerca de 70 anos, um enólogo esqueceu de interromper a fermentação do Recioto em um barril de carvalho e, consequentemente, todo o açúcar das uvas foi transformado em álcool, resultando em um vinho seco e mais amargo – amaro, em italiano. Os Amarones são vinhos extremamente complexos, intensos e encorpados, além de alcoólicos, já que são feitos com uvas apassitadas.
Hoje os Amarones se tornaram um estilo tradicional da região – e o seu principal vinho -, e são selecionadas para sua produção apenas as uvas das vinhas mais velhas e mais sábias de cada vinhedos.

Já provou um Amarone? Conheça o Soprasasso Valpolicella Amarone DOCG!

O Soprasasso Valpolicella Amarone é feito com 100% da Corvina Veronese, uma uva pequena e escura que produz vinhos com um sabor muito intenso e aveludado, além de serem difíceis de cultivar, por isso é tão valiosa. O Soprasasso Amarone é ideal para acompanhar uma maminha assada na cerveja preta, um bife a rolê, uma lasanha de berinjela ou queijos duros.

Soprasasso Valpolicella Amarone DOCG 2013 750 mL

Ripasso de Valpolicella: resgate de um vinho tradicional do Vêneto

Nas últimas décadas, renasceu no Vêneto um movimento de diversos produtores de Valpolicella de resgatar um método ancestral de produção de vinhos na região, o Ripasso. Esse movimento foi tão forte que, em 2009, o vinho ganhou seu próprio DOC, o Valpolicella Ripasso.
Em italiano, Ripasso significa “passar de novo”, e dá nome à técnica que leva os lotes recém fermentados do vinho Valpolicella a passar uma segunda fermentação junto com o bagaço (cascas de uvas, sementes e leveduras) do vinho Amarone ou do Recioto.
O resultado é surpreendente: vinhos mais complexos, mais ricos e mais alcoólicos do que o Valpolicella Classico, com uma cor profunda.
E os preços dos Ripassos costumam ser mais atraentes dos que dos seus vinhos irmãos!
O vinho tinto Soprasasso Valpolicella Ripasso DOC surpreende por seu caráter mineral e delicado. Feito das uvas Corvina Veronese, Corvinone e Rondinella, ele chega a 14% de álcool e é um vinho de guarda. Perfeito com carne e assados!

Vinho Soprasasso Valpolicella Ripasso DOC 2014 750 mL
Por Marina Leal