quarta-feira, 10 de junho de 2015

Como transportar garrafas de vinho em viagens



Para quem aprecia um bom vinhoviajar para um destino vitivinícola é garantia de retornar com muito conhecimento e exemplares na bagagem.
Mas, às vezes, bate aquela dúvida de qual é a melhor forma de transportar vinhos ou até mesmo de quais trazer. Sendo assim, acompanhe as nossas dicas!
1) Em voos nacionais, na bagagem de mão, é permitido levar até duas garrafas de vinho. Já para despachar, parece não haver limite, mas sempre leva-se em conta o custo do excesso de bagagem.
2) Nos voos internacionais não é permitido trazer na bagagem de mão qualquer embalagem com mais de 100 ml. Para despachar é permitido até 12 litros de vinho ou 16 garrafas de 750 ml.
Caso o valor das garrafas exceda o limite de US$ 500,00 (esse valor engloba o vinho somado a todos os outros produtos que o viajante comprar no exterior), serão cobrados impostos (50% do valor dos produtos). Tenha sempre as notas fiscais de todos os vinhos adquiridos no exterior.
3) Não há problemas se o voo for muito longo, desde que o compartimento de bagagem da aeronave seja pressurizado. Sendo assim, o tempo da viagem não causará alterações no vinho.
4) Não compre muitas garrafas de um mesmo vinho, o fiscal da alfândega pode concluir que você está trazendo para comércio. Isto muda a regra de isenção e as taxas.
5) Caso deseje trazer vinhos no meio das malas de roupas, prática muito utilizada com a justificativa de facilitar o processo, evitar declarações, etc, lembre-se de embalá-las de forma que não vazem caso quebrem. E coloque-as bem acomodadas sem encostarem umas nas outras, usando as roupas para amortecer impactos.
6) Comente com quem lhe vender os vinhos que eles serão despachados, pode ser que tenham alguma embalagem apropriada, que proteja a garrafa de impactos.
7) Há também malas elaboradas exclusivamente para este transporte, dando maior garantia para que não sofram algum estrago na viagem. Para adquiri-las, basta procurar no mercado por malas especiais para garrafas de vinhos.
8) Por último, mas não menos importante, compre apenas vinhos que não existam por aqui ou que existem mas que você não pagaria o preço praticado no Brasil. Não traga vinhos baratos, aproveite para trazer os melhores!

Via: http://www.sommelierwine.com.br/

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Descobrindo a Borgonha

Não importa se Bourgogne, Burgundy ou Borgonha. Uma coisa é certa: trata-se de uma das mais prestigiadas regiões do mundo do vinho (e os três vinhos mais caros do mundo vem de lá!)

Para o bom apreciador de vinho, uma palavra basta: Borgonha. Pode ser em português mesmo, mas também em inglês (Burgundy) ou mais tradicionalmente em francês (Bourgogne). É na região francesa que se encontram alguns dos melhores, mais renomados e mais caros vinhos do mundo (algumas raras garrafas, vendidas apenas em leilão, chegam a custar US$ 105 mil). Mas não se assuste, pois a maioria deles não soma tantas cifras.
Saiba tudo o que precisa para começar a entender os vinhos da Borgonha:

Por trás do conceito de terroir da Borgonha

É na Borgonha que o conceito terroir é mais valorizado no mundo do vinho atualmente, e isso inclui os principais aspectos que compõem este conceito: clima, solo, uva e homem.

Clima

No centro-leste da França, a localização da Borgonha é ideal para o desenvolvimento da videira (entre os paralelos 34º e 35º do hemisfério norte). Exposição solar, temperatura, precipitação, umidade… Tudo dentro do ideal para o cultivo de uvas viníferas da melhor qualidade. Com um clima frio e úmido, a Borgonha tende a produzir vinhos de elevada acidez e pouco açúcar. Mas é justamente pelo frio que cada safra varia muito, pois qualquer instabilidade climática altera a chegada das uvas no ponto ideal de maturação.

Solo

Os vinhos que lá nascem são marcados pelo caráter mineral, característica originada no solo com base de calcário e argila que fora um oceano há milhões de anos. Blocos inteiros de calcário podem ser encontrados no solo e, por vezes, até animais fossilizados. Imagine como isso interfere no resultado à taça?

Homem

Parte do caráter dos vinhos também se deve aos cuidados tanto de quem manuseia as uvas quanto quem se responsabiliza pelo processo de vinificação. No caso da Borgonha, as técnicas ancestrais são regra, o que resulta normalmente em vinhos de pouca intervenção.

As uvas da Borgonha

Não é toda uva que pode ser cultivada na Borgonha. Aliás, somente três variedades viníferas são autorizadas: Aligoté, Chardonnay e Pinot Noir.

Aligoté

Poucas são as chances de você já ter ouvido falar na Aligoté. Não só é uma uva pouco cultivada ao redor do mundo, como é a variedade menos plantada na própria Borgonha, sua principal região. Dá para imaginar como é rara?! Seus vinhos trazem delicados aromas e sabores de frutas brancas e amarelas, mas não deixam a marcante acidez de lado, assinatura dos vinhos da região.

Chardonnay

Uma das uvas mais populares ao redor do mundo, a Chardonnay, é também aprincipal variedade branca da Borgonha. Mas não espere frutas tropicais destes vinhos, afinal o terroir da Borgonha agracia seus vinhos brancos com frescor e caráter mineral único. Procure por garrafas que estampem Chablisou Puilly-Fuissé no rótulo.

Pinot Noir

É na Borgonha que nascem os Pinots mais “sensuais” do mundo. Nós explicamos: é a região em que se cultiva uvas tintas mais a norte do planeta. Não bastasse ser a mais leve dentre as variedades tintas – culpa da fina casca, que transfere pouco corpo, cor e tanino para o vinho -, o efeito se torna potencial com o clima ameno. Espere desde aromas de frutas vermelhas até aromas terrosos dos tintos da Borgonha.

A harmonização mais clássica da Borgonha

O principal prato da Borgonha, e o mais popular também, é o Boeuf Bourguignon – e não é que combina perfeitamente com um típico Pinot Noir da Borgonha?

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Receita de Fondue de Queijo

Criado na Suíça, o fondue é um prato feito originalmente à base de queijo, mas ganhou diversas receitas e releituras com o passar dos anos - e os ingredientes variam de carne a chocolate.  Aprenda a fazer em casa!


fondue de queijo

Rendimento: 4 Pessoas | Tempo de Preparo: 30 min | Nível de Dificuldade: Fácil

Ingredientes

200 g de queijo gruyère
300 g de queijo estepe ou emmental
1 dente de alho
1 pitada de noz-moscada
1 cálice de conhaque (20 ml)
150 ml de vinho branco seco

Modo de Preparo

Rale os queijos. Reserve. Misture o vinho branco no conhaque e adicione a noz-moscada. Reserve. Esfregue o alho nos lados e fundo da panela. Acrescente à panela os queijos e o líquido, e misture sempre em fogo baixo até fundir o queijo, formando um creme homogêneo. Continue mexendo até que a massa ganhe uma consistência homogênea. Sirva com pão italiano cortado em cubos ou vegetais e cogumelos.

Casa com: vinhos brancos encorpados ou tintos macios, como Merlot e Chardonnay

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segunda-feira, 1 de junho de 2015

Aromas e sabores das uvas brancas mais conhecidas

Cada variedade vinífera tem uma característica diferente. Aprenda a reconhecer às cegas as principais - de Chardonnay a Sauvignon Blanc

Parte das características de um vinho se deve a uva que lhe deu origem (são os ditos aromas primários!). É claro que a bebida pode variar de acordo com a região e com outros fatores, mas a melhor maneira de se orientar na hora de escolher um vinho é saber quais são eles. Conheça os aromas e sabores das principais uvas brancas.

Chardonnay

A mais popular das uvas brancas é também uma das mais versáteis. Ela muda bastante de aroma e sabor conforme o terroir – isso porque é suscetível às mudanças de clima e solo. De modo geral, pode-se dizer que Chardonnays do Novo Mundo têm aromas de frutas tropicais, são encorpados e tem baixa acidez; enquanto que os do Velho Mundo tendem para as frutas cítricas e brancas, além de terem maior acidez.

Sauvignon Blanc

Com aromas muito específicos (e intensos), a Sauvignon Blanc acaba se pronunciando tanto no vinho que é facilmente identificada. Ao desarrolhar, já se sentem os aromas de frutas amarelas, como maracujá e limão, mesclados às notas herbáceas. Em boca, apresenta acidez bastante alta e corpo leve.

Moscato

Outra uva que se entrega pelo nariz é a Moscato. Existem diversas variedades diferentes, todas tão perfumadas que às cegas o vinho se passa por um buquê de flores, com direito a néctar. Pode ter paladar doce ou seco, o que às vezes causa confusão, mas é normalmente leve e com boa acidez.

Riesling

A principal uva branca da Alemanha é também bastante versátil – faz desde os vinhos secos e mineras até os doces -, sendo suas características mais marcantes o perfume, elevada acidez e corpo leve. Seus aromas e sabores mais típicos vão desde limão, damasco e maçã até querosene, mel e marmelada.

Torrontés

Cepa branca mais importante da Argentina, a Torrontés em muito se assemelha com as variedades brancas aromáticas – também é marcada pelo caráter perfumado floral e frutado que assume à taça, mas de acidez e corpo médios.

Gewürztaminer

O nome pode até ser difícil, mas não se assuste: seus vinhos são pra lá de fáceis de beber – e inconfundíveis. Gewürztraminer significa uva apimentada do “Tramin”, região do norte da Itália. É uma uva de casca rosada e com pequenas bolinhas pretas, trazendo aromas de lichia, rosas, amêndoas e até alguns toques defumados.

Sémillon

Você pode até pensar que nunca provou um vinho de Sémillon sequer. Ledo engano: eis a principal uva dos grandiosos vinhos doces de Sauternes. A uva traz normalmente notas de mel, cera, geleia de laranja e tostadas.

Pinot Grigio

Pouco aromáticos, de corpo leve e acidez alta, a Pinot Grigio é a uva da moda nos Estados Unidos. Pudera, seus vinhos são perfeitos para acompanhar dias quentes e ensolarados em plena costa californiana. Seus aromas são sutis, mas agradáveis: notas de mel, fumaça e especiarias.